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Comunista histórico e agora também Cidadão Paulistano

Guedes é um dos personagens mais importantes da luta democrática brasileira. Nascido em Mucugê, na Bahia, em 1918, ele participou de todos os movimentos políticos que marcaram a história do Brasil nos últimos 70 anos. Chegou a São Paulo em 1941, quando saiu da Bahia para rearticular o PCB na cidade. Instalou-se na Rua Mourato Coelho, em Pinheiros, próximo à editora Cultura, onde trabalhou Continue lendo

Os tsares Pushka e Kolokol

Acabei de reler um dos maiores livros de história e romance de todos os tempos, o Guerra e Paz de Liev Tostói, mais de cinqunta anos depois da primeira leitura. O livro continua um monumento à literatura universal, uma lição para minha pequenez de escritor e uma porrada muito bem dada na pretensão dos historiadores que se dizem cientistas.

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O falso dilema entre privatização e concessão

A alienação do controle dos bancos públicos foi privatização sem concessão, pois os bancos alienados não retornarão à União ou aos Estados e o setor financeiro não é reservado ao poder público, embora seja inteiramente regulado pelo Banco Central. O mesmo podemos dizer no caso da Vale e da Embraer. Ali privatizou-se no sentido de transferir em definitivo ao privado. O ganho público se deu pela eficiência do privado, que desenvolveu a economia e arrecadou quantias astronômicas em impostos. Continue lendo

Bispo, senador e pescador de almas

Em tempos de eleições municipais, quando a fé promove aguerridas cruzadas e devotas procissões em direção às urnas, Dilma precisa acalmar fiéis e igrejas que andam incomodados com a frequência e a intensidade de discussões sobre aborto e opções sexuais Continue lendo

Para onde vai tudo o que some no ar (incluídos alguns elefantes brancos)?

De que lado estão, afinal, as forças progressistas do país no episódio do Pinheirinho? Do nervoso e geralmente açodado Suplicy ou do elegante tucanista Aloisi Nunes Ferreira? É legítima a propriedade do “espólio” Nahas sobre a área? Mesmo sendo, não seria socialmente menos custoso a desapropriação da área e a legitimação dos ocupantes, com a efetiva urbanização? Em todo caso, isso não seria menos caro que tratar como caso de polícia essa evidente questão social? Não haverá, mesmo, interesse do governador num caso em que, por acaso, está bem no meio do seu curral eleitoral? Continue lendo

Noves fora, a Copa vai bem, obrigado?

Altamente estranhável é que a obra mais cara seja a do Maracanã, que se trata de uma reforma. Reforma, aliás, que segue outra, empreendida há pouco. Esta é a obra que chega, corajosamente, escudada por um 9, mais próximo do fatídico R$ 1 bilhão. Reforma que custará mais caro que o polêmico Itaquerão, novinho em folha, saído do zero Continue lendo

Bancos: lucros, mais lucros e muito mais lucros

Os bancos ganham muito dinheiro e não sofrem os efeitos da crise internacional pelo simples fato de que, aqui no Brasil, eles não operam como bancos. Apesar da aparência de erro na construção da tese, a realidade é essa mesmo! E a principal causa para tal possibilidade é o elevado patamar da taxa de juros oficial, a SELIC. Continue lendo

O truque da sacolinha que embrulha o sapo

Proclamar ao respeitável público que plásticos oxi-degradáveis reduzem os resíduos sólidos urbanos a um pó de traque é um truque que certamente induzirá à má-educação de descartar lixo em qualquer lugar, sem qualquer cuidado, agravando o problema da poluição ambiental. Fazer leis que imponham aos estabelecimentos comerciais brasileiros o fornecimento de sacolinhas de um só tipo de material aos seus clientes é, no mínimo, estultícia mercadológica Continue lendo

Privatização dos aeroportos: vergonha nacional!

A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados (Guarulhos, Brasília e Campinas) reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País. Continue lendo

A história da fluida autoridade central de um banco

“Este livro é sobre o Banco Central do Brasil”, escreve Raposo. “Não propriamente sobre suas atividades econômicas em sentido estrito, responsáveis pela saúde da moeda nacional, mas sobre sua dimensão política, o que pode parecer um contrassenso, considerando-se que os bancos centrais se caracterizam por lutar tenazmente para se manterem longe da política e livres da influência dos governos Continue lendo

A conta que está sendo paga pelos trabalhadores

A decisão de Papadimos de permanecer leal aos interesses corporativos em lugar de se colocar ao lado dos trabalhadores, já afetados pela crise, foi duramente criticada por partidos de esquerda no parlamento e pelos sindicatos Continue lendo

Estacionado na frente austríaca

Se os russos vingaram-se de Napoleão em 1812 (cujo segundo centenário pode ser lembrado neste ano em este século estapafúrdio que vivemos) e praticamente decretaram o seu fim, foram os ingleses que lhe deram o golpe mortal. Nosso inglês nessa história é Brian Gold, que comigo alugara aquele automóvel que só um de nós dois podíamos dirigir, em confiança do seguro Continue lendo