Colunistas

Colunistas de Economia Interativa

Os tsares Pushka e Kolokol

Acabei de reler um dos maiores livros de história e romance de todos os tempos, o Guerra e Paz de Liev Tostói, mais de cinqunta anos depois da primeira leitura. O livro continua um monumento à literatura universal, uma lição para minha pequenez de escritor e uma porrada muito bem dada na pretensão dos historiadores que se dizem cientistas.

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Estacionado na frente austríaca

Se os russos vingaram-se de Napoleão em 1812 (cujo segundo centenário pode ser lembrado neste ano em este século estapafúrdio que vivemos) e praticamente decretaram o seu fim, foram os ingleses que lhe deram o golpe mortal. Nosso inglês nessa história é Brian Gold, que comigo alugara aquele automóvel que só um de nós dois podíamos dirigir, em confiança do seguro Continue lendo

A última ocupação do Leste

Depois de exaustiva pesquisa o jornalista Marco Antonio Tavares Coelho brinda o leitor brasileiro com um livro imprescindível para a compreensão histórica da última ocupação dos “sertões” do Leste brasileiro: a do Vale do Rio Doce Continue lendo

Contrabando de febre aftosa

Há cerca de dez anos, houve ataques da aftosa pelas fronteiras com o Uruguai e a Argentina, provocando retrocesso na luta de pecuaristas gaúchos. Já o gado de Mato Grosso do Sul sofre constantes ameaças dos descuidos da Bolívia e do Paraguai, algo alertado pelo governo brasileiro nos congressos internacionais. O Brasil chegou até a doar vacinas para esses dois países, temendo a travessia do surto pelas fronteiras com a mesma facilidade com que os contrabandistas trazem bugigangas para a Rua 25 de Março, em São Paulo Continue lendo

Algo mais acontece no Bico do Papagaio

Um outro Brasil, diferente daquele das grandes cidades, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, mas que também é notícia. As águas dos rios se misturam, e as matas do cerrado se encontram com a vegetação nordestina e a Floresta Amazônica, convivendo com a evolução de cidadezinhas de trabalhadores e de aventureiros
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A maquiavélica MP da nova “política industrial”

Se tudo, como sempre, no caldo da cordial impudicícia que rege as relações do Estado com o empresariado nacional, foi acertado antes, porque agora os protestos dos calçadistas, moveleiros e confeccionistas? Vai ver, como diria mestre Garrinha, que não combinaram “com todos os russos”. Continue lendo

Entre o riso falso e o humor da cintura para baixo

Em entrevista a Marília Gabriela, o veterano humorista Carlos Alberto de Nóbrega, diretor-geral do programa “A Praça é Nossa” (SBT) diz que “o humor brasileiro hoje é feito da cintura para baixo, é só sexo”, dando a entender que não concorda com isso, mas… “noblesse oblige”. Isto é, a audiência é quem manda.

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Pimenta no olho do capitalismo e inconsistência do Estado brasileiro

No mundo real, milhões de pessoas passam fome embora não faltem alimentos, que a apropriação tecnológica do capitalismo se encarregou de multiplicar, desde meados do século passado, como uma promissória de garantia ao financiamento cada vez maior da produção agrícola de capital intensivo. Se a economia aqui desandar, não há política que nos salve Continue lendo

Um partido que emociona e um carretel com linha curta para empinar pipa sem vento

Estão por vir mais desmanches, promovidos à base de dossiês, denúncias e revelações expostos à mídia. Parece ter chegado de fato agora a fase mais agitada dos acertos da base governista e das correntes influentes do PT com a Presidente, iniciada com o míssil que derrubou o ministro Antonio Palocci. Com poucos e competentes negociadores para acertar as trocas políticas, escândalos, chantagens e ameaças emergem como a forma mais espalhafatosa de chamar a Presidente para dançar conforme a toada da orquestra montada para sua eleição Continue lendo

O furto programado de cada dia

As lâmpadas, os computadores e seus programas, os automóveis e todos os bens “duráveis” das nossas vidas são criados para que durem cada vez menos e, assim, consigam mover o mundo capitalista. A “obsolescência programada” que existia empiricamente desde o século XVIII, quando os ingleses obraram a “revolução industrial”, entrou em pauta definitiva. Continue lendo

O Realengo, o monstrengo e um bando de analfabetos

A Internet existe para o bem e para o mal, mas propagar o exibicionismo …

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Calcutás ou cidades dândis?

Queremos cidades melhores, é certo. Mas precisamos pensar se é correto importar e impor leis e costumes sem o cuidado de observar culturas e realidades sociais e econômicas específicas. Prioridades precisam ser estabelecidas. Já quisemos impedir os feirantes de venderem no grito suas verduras nas feiras-livres, mas não decidimos eliminar os traficantes que dominam as cracolândias Continue lendo