Rotos contra esfarrapados: “inquosciência” eleitoral

Vai passar essa alegria do samba popular? É provável que não. O Natal vem aí (o Ano Novo também), depois das eleições gerais, e todos se preparam para estourar as burras dos cofres públicos Continue lendo

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O calote dos brasileiros endividados no mês de agosto foi grande. Nas contas do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, eles penduraram no prego bem mais papeletas do que em agosto de 2005, época em que os variados pregos de credores viviam abarrotados de dívidas não pagas. O calote cresceu 11,5% em relação ao mesmo período de 2009.

Como o País evoluiu e ficou, digamos, mais moderno, o logro é menor nos cheques sem fundos, nas promissórias e nos protestos de títulos. Mas cresce como erva daninha nos cartões de plástico que substituem as cédulas e as moedas, de pouca serventia nas transações varejistas dos maiores centros populacionais brasileiros.

O governo, se sabe – não há sigilo sobre o assunto – empurrou os carrinhos das compras ladeira acima. E como nas melhores montanhas-russas dos modernos parques de diversões, deixou os vagões despencarem na endorfina de queda livre, trilhos abaixo, confiando na estrutura fincada sobre um cofre de dólares comprados a preços de ouro (ou de petróleo e arrecadação?).

Não importa discutir esse conluio improvável que o Ministro Mantega, da Economia e o Presidente Meirelles, do Banco Central, teimam em desmentir à Imprensa pátria. Nas ciências econômicas os dois são homodinâmicos, apresentam igualdade fisiológica conforme se confrontam com o Presidente da República que lhes dá chancela.

No "pendura aí" estão automóveis, televisores (do débito da Copa do Mundo, imagine!, na África do Sul), eletrodomésticos e uma porção proporcional de produtos e serviços que as alegorias do crédito farto e pleno emprego desfilam, rotas, nos melhores sambódromos regionais do País.

Vai passar essa alegria do samba popular? É provável que não. O Natal vem aí (o Ano Novo também), depois das eleições gerais, e todos se preparam para estourar as burras dos cofres públicos em satisfação de dar gosto, batendo mais pregos nas paredes para pendurar mais papeletas coloridas.

O palhaço não é ladrão de mulher, só carro-chefe de votos

Segundo as pesquisas do Ibope, o palhaço Tiririca (PR), ator de truz, é o primeiro colocado na intenção de votos para deputado federal paulista, assim como na disputa ao Senado do estado Netinho de Paula (PC do B) acompanha na segunda colocação a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT).

Os três, coligados sob o manto ideográfico do Partido dos Trabalhadores paulista, berço da gestação política ideogramática do Presidente da República, são modernos intestinos entrelaçados do romance O Leopardo de Tomasi di Lampedusa cuja lição recita que tudo se transformará para melhor para que todas coisas continuem iguais.

Tiririca, um palhaço moderno que não rouba mulheres mas na TV vivia cercado por elas, com votação estrondosa, poderá arrastar com ele para a Câmara Federal meia dúzia de deputados absolutamente interessados em obstar qualquer reforma política que lhes impeça, daqui a quatro anos, de contratar outros "tiriricas esfarrapados" para distrair a patuléia enquanto ajeitam o circo para a próxima atração.

Esse quociente eleitoral inconsequente das nossas leis sobre a representação política, remonta os bufões do Império e resguarda, ainda, o conteúdo esperto do Tratado de Tordesilhas, quando se empurrou quase aos Andes, a linha para ocupar o território alcatifado de flores onde descansava nosso Gigante Adormecido. Dele, despertado, vários anões politicamente corretos agora mandam na festa emergente. Falta alguém lembrar outra vez que minério não dá duas safras. E, quem sabe, que o povo unido jamais será vencido, a não ser por mágicas de um bom prestidigitador.

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